Cecropia glaziovi Snethl.

Aplicação Medicinal: 
Na medicina popular as plantas do gênero Cecropia são utilizadas para as seguintes indicações terapêuticas: diurética, tônica, anti-hemorrágica, adstringente, emenagoga, antidisenterica, anti-asmática, anti-tussigena, anti-gonorreica, vermifugo, anti-leucorreia, combate a amenorréia, dismenorreia, coqueluche, afecção respiratória, cardio-pulmonar, cardio-renal, taquicardia, bronquite, anuria, tuberculose, homoptise rebelde, curativos das feridas, dispneias (Carvalho, 1994; Pio Corrêa, 1969), sendo praticamente utilizadas todas as partes do vegetal no tratamento fitoterápico, casca, raízes, folhas, brotos e flores (Hashimoto, 2002). Do ponto de vista farmacológico, as propriedades hipotensoras de extratos obtidos a partir das folhas de Cecropia glaziovii já foram comprovadas (Rocha et al., 2002). No Programa de Pesquisas de Plantas Medicinais, desenvolvido pela CEME, existem cinco medicamentos em condições de produção industrial, dentre os quais aquele produzido a partir de Cecropia glaziovii (Ferreira, 2002). Além disso, C. glaziovii está incluída na lista de espécies com alta prioridade para pesquisa, resultante da 1ª Reunião Técnica sobre Estratégias para Conservação e Manejo de Plantas Medicinais e Aromáticas (Silva et. al., 2002 ).
Aplicação Comercial: 
A madeira de Cecropia spp. é muito leve, empregada para confecção de flutuadores, jangadas, salto de calçados, brinquedos, lápis, palito de fósforo, aeromodelismo, forros, pólvora e pasta celulósica (Pio Corrêa, 1969). As folhas são ásperas que se empregam para polir madeira, e a casca é dotada de fibras muito resistentes utilizada para a confecção de cordas rústicas (Pio Corrêa, 1969).
Importância Ecológica: 
Seu grande sucesso como pioneira é em parte garantido pela associação mutualística que esta planta possui com formigas do gênero Azteca, com a planta fornecendo-lhes abrigo no interior de seu tronco oco e também alimento, através dos corpúsculos Müllerianos, na base dos pecíolos, que são ricos em glicogênio, lipídios e proteínas, estes suprem quase completamente as necessidades alimentares da colônia. E as formigas, defendem ferozmente a planta contra predadores herbívoros. Seus frutos, abundantes durante boa parte do ano, são um alimento muito apreciado pela fauna em geral, com muitas espécies de aves (periquitos, maitacas, pombas, pequeas aves frugívoras e frugívoras ocasionais) assim como mamíferos, em especial morcegos que se alimentam deles.
Referências Aplicação Medicinal: 
CARVALHO, Paulo Ernani R. Espécies Florestais Brasileiras. Recomendações Silviculturais, Potencialidades e Uso da Madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. DF. 1994.640 p.
PIO CORRÊA, M. Dicinário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. Ministério da Agricultura. RJ. Vol IV. 1969. 765p.
HASHIMOTO, G. Plantas Brasileiras. Disponível em http://www.brazilianplants.com/br/embauba.html. Acessado em 10/09/2002.
ROCHA, F.F. et al. Evaluation of the anxiolytic-like effects of Cecropia glazioui Sneth in mice. Pharmacology, Biochemistry and Behavior. Vol. 71. 2002. p 183-190.
FERREIRA, Sérgio Henrique. Medicamentos a partir de plantas medicinais no Brasil. Disponível em http://www.abc.org.br/~sferreira
SILVA, R.F. et al. Estratégias para Conservação e Manejo de Recursos Genéticos de Plantas Medicinais e Aromáticáticas. Resultados da 1ª Reunião Técnica. IBAMA. Brasília DF.
Referências Importância Ecológica: 
https://sites.google.com/site/biodiversidadecatarinense/plantae/magnoliophyta/urticaceae/cecropia-glaziovii-embauba