Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand

Aplicação Medicinal: 
A planta possui várias indicações terapêuticas populares: dor de cabeça, dor de dente, enfermidades venéreas, esquitossomose, sonífera, antidiarréico, contra úlcera gangrenosa, inflamações em geral, enteralgia, afecções dos olhos, hérnia, cefaléia (Revilla, 2002a). A casca pode ser utilizada como anti-tumoral, cicatrizante, em feridas, fraturas (Susunaga, 1996),para bronquite, tosse, coqueluche, inflamações, dor de cabeça, antisséptico local, como estimulante, (Maia et al., 2001) e para tratar doenças venéreas (Revilla, 2002b). A casca é hemostática(ajuda a deter hemorragia), cicatrizante, anti-inflamatória; útil no tratamento de úlceras gangrenosas (Lorenzi & Matos, 2002). Da casca do caule é preparado um xarope para o tratamento de tosses, bronquites e coqueluches (Guarim Neto, 1987). A casca é usada em banhos para acalmar a dor de cabeça (Correa & Bernal, 1990). As folhas são muito reputadas contra as úlceras gangrenosas e as inflamações em geral, e são também hemostáticas (Lorenzi & Matos, 2002), cicatrizantes (Susunaga, 1996).
Aplicação Comercial: 
Apresenta qualidades ornamentais, é utilizada na fabricação de diversos produtos, a resina extraída tem alto valor na medicina, e seus frutos são bem apreciados como alimento por alguns índios da América Central e norte da América do Sul. As folhas da Amescla são fortemente aromáticas (Silva et al., 1977). Em algumas cidades de sua região de ocorrência é comum o uso da resina em substituição ao incenso, em atos religiosos da igreja católica (Lorenzi & Matos, 2002). A resina é bastante utilizada para a fabricação de cosméticos (Bandeira et al., 2003), de produtos de higiene e de perfumaria (Revilla, 2001), como por exemplo em fragrâncias para perfumes, sabonetes, cremes, xampus e condicionadores, óleos aromáticos, aromas ambientais, etc.
Importância Ecológica: 
A espécie pode ser utilizada para o repovoamento vegetal em áreas degradadas de preservação permanente, principalmente ao longo de rios e córregos (Lorenzi, 1992). Seu uso é recomendado também em praças, jardins, parques e até mesmo na arborização de calçadas.
Nomes Populares: 
Referências Aplicação Medicinal: 
REVILLA, J. Plantas úteis da Bacia Amazônica. Manaus: INPA/ SEBRAE, 2002a. Vol I.
REVILLA, J. Apontamentos para a cosmética amazônica. Manaus: SEBRAE-AM / INPA, 2002b. 532p.
SUSUNAGA, G.S. Estudo químico e biológico da resina produzida pela espécie Protium heptaphyllum March. (Burseraceaes). Dissertação (Mestrado em Química) – Universidade do Amazonas – Química de produtos naturais. Manaus: Universidade do Amazonas, 1996. 163p.
MAIA, J.G.S.; ZOGHBI, M.G.B.; ANDRADE, E.H.A. Plantas aromáticas na Amazônia e seus óleos essenciais. Belém: MPEG, 2001.
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Plantarum, 2002. 512p.
CORREA, Q.J.E.; BERNAL, M.H.Y. (Ed.). Espécies vegetales promissórias de los paises del convenio Andrés Bello. Bogotá: Guadalupe, 1989. Tomo I. Letra A. (PREVECAB. Série Ciência e Tecnologia, 11).
Referências Aplicação Comercial: 
ZOEGHBI, M.G.B.; ANDRADE, E.H.A. de; SANTOS, ªS.; SILVA, M.H.L. da; MAIA, J.G.S. Constituintes voláteis de espécies de Lauraceae. In: LISBOA, P.L.B. (Organiz.) Caxiuanã. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 1977. p. 297-304.
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Plantarum, 2002. 512p.
BANDEIRA, P.N.; LEMOS, T.L.G. de; PESSOA, O.D.L.; BRAZ-FILHO, R. Estudo dos constituintes fixos e voláteis da resina de Protium heptaphyllum. Sociedade Brasileira de Química.
REVILLA, J. Plantas da Amazônia: oportunidades econômicas e sustentáveis. Manaus: SEBRAE/AM; INPA, 2001. 405p. il.